Resultado do primeiro LIRAa de 2018 deixa cidades do Vale do Aço em estado de alerta

A situação mais grave é em Ipatinga, onde o resultado foi de 5,2%; recomendação do Ministério da Saúde é que índice seja inferior a 1%.

Algumas cidades do Vale do Aço divulgaram os resultados do primeiro Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) referente ao mês de janeiro de 2018. Em três das principais cidades da região – Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo- os dados são preocupantes, já que em todas elas, os índices de infestação do mosquito são maiores do que é recomendado pelo Ministério da Saúde, que é inferior a 1%.

Em Ipatinga, o resultado divulgado na noite dessa sexta-feira (26) apontou 5,2%, sendo que em outubro, o índice era de 1,5%. Com o resultado atual, a possibilidade de surto das doenças são ainda maiores. Só esse ano na cidade foram registrados 27 notificações de dengue e nove de chikungunya. Os bairros mais infestados são Bom jardim, Ferroviários, Horto, Industrial e Usipa, onde a infestação chega a 12,5%, e os principais locais de infestação são as próprias residências.

Em Coronel Fabriciano também teve aumento nos índices de infestações. Em outubro de 2017, o resultado na cidade foi de 1,1%, mas no último levantamento do LIRAa divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde no último dia 23 apresentou um aumento, passando para 2,5%.

Esses dados apontam que a população fabricianense deve ficar em situação de alerta quanto aos focos encontrados na cidade. Os bairros mais infestados são Melo Viana, Santa Rita e Manoel Domingos, ambos apresentando cerca de 0,17% de infestação. De acordo com a Prefeitura, os principais locais onde o foco do mosquito tem sido maior continua sendo as casas e residências, onde vasos de plantas, recipientes e ralos não são fiscalizados e devidamente tratados pelos moradores.

Já em Timóteo o resultado dos índices de infestação predial apresentou uma pequena queda. Em outubro de 2017 o resultado foi de 3%, já em janeiro de 2018, o resultado foi de 2,9%. A Prefeitura ampliou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, porém mesmo com os mutirões de limpezas, visitas dos agentes de endemias e carros fumacê não foram suficientes para impedir que casos de doenças transmitidas pelo mosquito fossem evitados.

Nas últimas quatro semanas foram registrados 192 notificações, sendo 112 suspeitos de dengue e 80 suspeitos para chikungunya. Isso deixa Timóteo em situação de alerta segundo os dados do Ministério da Saúde.

g1.globo.com/vales

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